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O que um booster faz na linha de alta pressão

O catálogo SC BOOSTER descreve um equipamento que recebe ar já comprimido e eleva a pressão — até 45 bar na série — para o processo.

Um booster não é o primeiro compressor da casa de máquinas. No catálogo técnico da série SC BOOSTER da Só Compressores, o equipamento recebe ar já comprimido e eleva essa pressão para atender processos que trabalham em faixas superiores. A frase do material é direta: alta pressão, engenharia para trabalho contínuo.

O mesmo catálogo desenha o caminho em quatro blocos: ar comprimido, SC BOOSTER, alta pressão, processo. Vale ler nessa ordem. Na entrada existe uma rede que já produz ar. No meio está o booster, que só consegue entregar o que a entrada e o motor comportam. Na saída, a pressão sobe para o valor que o processo pede. No fim, o processo — sopro, prensa, teste, qualquer consumidor que não se contenta com a pressão da rede primária.

A série é apresentada como alta pressão até 45 bar. Esse teto é do catálogo da série, não um número de um modelo isolado. A tabela técnica lista modelos BSCI, BSCRN, BSCR, BSCV e BSCW, com motor em cv/kW, pressão de entrada em bar, vazão de entrada e de saída em pcm e m³/h, conexões e um reservatório indicado. O próprio material avisa: reservatório indicado é opcional e não incluso. Quem lê a tabela sem esse rodapé compra um tanque que o PDF nunca prometeu embutido.

Por que existe booster, em vez de um único compressor “já na pressão final”? Conceito de engenharia, sem copiar curva de outro fabricante: comprimir tudo desde a atmosférica até 40 bar no mesmo estágio custa energia, calor e projeto. Muitas plantas já têm ar em 7 a 10 bar. O booster aproveita essa pré-compressão e só faz o trecho alto. O catálogo Só Compressores mostra exatamente isso nas colunas de pressão de entrada — 6, 8 ou 10 bar, conforme o modelo — e nas vazões de entrada e saída, que não são iguais. Parte da massa de ar e das condições de ensaio aparece nessa diferença; o PDF não entrega uma fórmula para o leitor fechar sozinho.

O material lista características de produto: equipamento robusto, componentes de qualidade, baixo índice de ruído, vibração e temperatura, refrigeração a ar, maior durabilidade e baixo custo de manutenção. São claims do catálogo técnico original, transcritos como o próprio PDF declara. Não são garantia de um ensaio que este site tenha repetido, nem selo ISO, nem origem “nacional” — esse último termo não aparece com clareza no catálogo novo e não entra como afirmação pública.

Dimensionar pede quatro perguntas que o próprio catálogo antecipa: aplicação, pressão, vazão e condições de operação. Sem elas, a tabela é um mapa, não um pedido de compra. Qual processo consome o ar alto? Que pressão ele realmente precisa no ponto de uso, não no wishful thinking da plaqueta? Quanto ar a rede primária consegue entregar na entrada do booster? Há reservatório depois do booster — e de qual família, se a linha alta pressão PET/Booster do catálogo de tanques fizer sentido?

A página do produto SC BOOSTER publica a tabela transcrita e o diagrama. O formulário de orçamento aceita pressão e vazão como campos opcionais. Se a planta não tiver esses números, a frase do formulário vale: não saber não impede o envio. A engenharia continua a conversa. O que este artigo não faz é inventar um modelo “médio” para a sua linha.

Leia também o catálogo em PDF — o arquivo público é o catálogo premium da série, no mesmo endereço de sempre. Se a operação for sopro PET, a linha de compressores de pistão 18 a 35 bar é outra família, com catálogo próprio. Booster e PET se encontram no catálogo de reservatórios, na família alta pressão PET/Booster. São produtos distintos; o tanque é o ponto em que o material os coloca lado a lado.

Uma leitura honesta da tabela começa pelos menores e sobe. O BSCI-5/AD aparece com motor 5 cv / 3 kW e três pressões de entrada: 6, 8 e 10 bar, com vazão de saída de 20, 40 e 50 pcm. O BSCI-7/AD e o BSCI-10/AD repetem o desenho em 8 e 10 bar. O BSCI-15/AD muda o reservatório indicado para 250 L. A família BSCRN/BSCR chega a 20 e 25 cv, ainda com conexão de saída 3/4". BSCV e BSCW ocupam 25 a 40 cv: entrada e saída passam a 1" e depois a 1 1/4", e o tanque indicado vai a 500 L e 1.000 L no BSCW-40/AD. Nenhum desses números foi arredondado aqui: estão no PDF. O que não está no PDF — pressão de saída em bar por linha, peso, dimensão, curva de ensaio — não é preenchido por este texto.

Quem chega pelo sintoma (“o ramal alto não segura o ciclo”) e não pela plaqueta está no caminho certo do formulário, não no caminho errado da tabela. A tabela espera os quatro dados. O formulário aceita o relato. A página do produto e o artigo sobre pressão de entrada e vazão existem para a segunda conversa ser menos genérica do que a primeira.